IFRS S1 e S2 |
CONECTIVIDADE ENTRE SUSTENTABILIDADE E DESEMPENHO FINANCEIRO
Entenda como conectar riscos ESG aos impactos financeiros do negócio, demonstrar os efeitos do clima sobre CAPEX, OPEX e fluxo de caixa e, principalmente, como alinhar sustentabilidade, riscos, finanças e contabilidade em uma visão integrada.
Sustentabilidade e desempenho financeiro estão cada vez mais conectados. Riscos climáticos, mudanças regulatórias, transição energética, disponibilidade de recursos e outras questões relacionadas ao tema podem influenciar investimentos, custos, receitas, ativos, passivos e fluxos de caixa.
As normas IFRS S1 e IFRS S2, publicadas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), estabelecem uma base global para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade que sejam úteis aos principais usuários de relatórios financeiros para fins gerais.
A IFRS S1 estabelece requisitos para a divulgação de riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade de forma mais generalista. A IFRS S2 aprofunda essa abordagem para riscos e oportunidades relacionados ao clima.
Mais do que organizar informações ESG, a aplicação das normas demanda conectividade: os riscos e oportunidades identificados precisam dialogar com estratégia, modelo de negócios, decisões financeiras e os efeitos atuais e esperados sobre a posição e o desempenho financeiro e demais fluxos de caixa. O material educacional do IFRS Foundation reforça justamente a análise desses efeitos financeiros atuais e esperados, inclusive em horizontes de curto, médio e longo prazo.
O Bureau Veritas apoia organizações na construção dessa conexão, transformando informações de sustentabilidade em uma base estruturada, rastreável e tecnicamente consistente para o reporte.
O QUE SÃO IFRS S1 E IFRS S2?
As normas IFRS S1 e IFRS S2 foram emitidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) e estabelecem uma linguagem global para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade:
IFRS S1
Estabelece os requisitos gerais para que uma organização divulgue informações materiais sobre riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade que possam afetar suas perspectivas. A estrutura considera temas relacionados à governança, estratégia, gestão de riscos, métricas e metas, além da necessidade de conexão das informações apresentadas.
IFRS S2
É voltada especificamente às divulgações relacionadas ao clima e deve ser aplicada em conjunto com a IFRS S1. A norma aborda riscos físicos e de transição e oportunidades relacionadas ao clima, permitindo compreender como esses fatores podem influenciar o negócio e seus impactos financeiros. O ponto central dessa estrutura é fazer com que a sustentabilidade deixe de ser analisada de forma isolada: as informações precisam ser coerentes com a estratégia empresarial e com as informações financeiras utilizadas pela organização.
DA IDENTIFICAÇÃO DO RISCO À MATERIALIZAÇÃO FINANCEIRA
Um risco relacionado à sustentabilidade não deixa de existir após sua identificação em um processo de avaliação de riscos, análise de materialidade ou outro instrumento de gestão.
É preciso compreender onde e como esse risco pode se materializar financeiramente.
Por exemplo, riscos climáticos físicos e de transição podem afetar:
- CAPEX e investimentos planejados;
- OPEX e estrutura de custos;
- Receitas e margens;
- Ativos e passivos;
- Fluxos de caixa projetados;
- Premissas e estimativas financeiras;
- Vida útil e valor recuperável de ativos, quando aplicável;
- Provisões e passivos contingentes, quando aplicável.
A assessoria técnica do Bureau Veritas trabalha justamente nessa conexão entre o risco ou oportunidade identificado e sua possível repercussão financeira, considerando também interfaces contábeis relevantes, como IAS 36, relacionada ao “impairment de ativos” ou “teste de recuperabilidade” - é uma análise contábil que verifica se o valor de um bem no balanço da empresa é maior do que o retorno que ele realmente pode gerar - e IAS 37, relacionada a provisões e passivos contingentes, conforme aplicável ao caso analisado.
COMO O BUREAU VERITAS PODE APOIAR SUA ORGANIZAÇÃO?
A abordagem do BV parte da realidade e do nível de maturidade de cada organização.
O objetivo é identificar lacunas, estruturar conexões e criar uma base que possa ser incorporada aos processos de gestão e reporte.
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1. Diagnóstico de conectividade
Revisamos os riscos e oportunidades previamente identificados e avaliamos sua relação com as premissas e informações financeiras existentes. Nesta etapa, são analisadas possíveis lacunas entre os disclosures de sustentabilidade e sua consistência com as informações financeiras reportadas.
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2. Tradução dos impactos em efeitos financeiros
Avaliamos como riscos e oportunidades relevantes podem se materializar em efeitos econômico-financeiros. Isso pode incluir impactos sobre CAPEX, OPEX, receitas, margens, fluxos de caixa, taxas, cenários, horizontes de projeção e outras premissas sensíveis.
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3. Integração com as Demonstrações Financeiras
Os efeitos identificados são relacionados às linhas e informações financeiras aplicáveis, considerando reflexos potenciais sobre ativos, passivos, resultados e fluxos de caixa. Também são avaliados pontos de atenção relacionados a estimativas, julgamentos contábeis e notas explicativas.
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4. Governança, processos e controles internos
Quando incluída no escopo, essa etapa avalia como as informações circulam entre as áreas envolvidas e quais processos e controles podem contribuir para a manutenção da conectividade ao longo dos ciclos de reporte. O trabalho considera principalmente as interfaces entre Sustentabilidade, Finanças, Contabilidade e Gestão de Riscos, criando maior clareza sobre responsabilidades, validações e rastreabilidade das informações.
O QUE SUA ORGANIZAÇÃO PODE CONSTRUIR COM ESSA ABORDAGEM?
Conectividade: maior consistência entre riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade, estratégia empresarial e informações financeiras.
Rastreabilidade: estruturação de premissas, fontes, responsabilidades e evidências que sustentam as informações reportadas.
Integração entre áreas: aproximação entre Sustentabilidade, Riscos, Finanças e Contabilidade para evitar informações fragmentadas ou produzidas de forma isolada.
Robustez técnica: maior consistência na avaliação dos efeitos financeiros atuais e esperados relacionados à sustentabilidade e ao clima.
Preparação para o reporte: desenvolvimento de processos capazes de apoiar ciclos futuros de divulgação e a evolução da maturidade da organização.
Preparação para asseguração: estruturação de informações e trilhas de evidência capazes de contribuir para processos futuros de asseguração, conforme o escopo e os requisitos aplicáveis.
PARA QUEM É INDICADO?
A assessoria pode apoiar organizações que estejam iniciando ou aprimorando sua jornada de preparação para IFRS S1 e IFRS S2, especialmente aquelas que:
- Já possuem riscos climáticos ou de sustentabilidade mapeados, mas ainda precisam conectá-los aos efeitos financeiros;
- Identificam diferenças entre as informações produzidas pelas áreas de Sustentabilidade, Riscos, Finanças e Contabilidade;
- Precisam amadurecer processos, premissas e controles para o reporte;
- Desejam avaliar sua prontidão e estruturar uma jornada de implementação.
O CENÁRIO NO BRASIL
No Brasil, o ambiente regulatório para divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade vem evoluindo. A Resolução CVM nº 193, publicada em 2023, estabeleceu regras para a elaboração e divulgação dessas informações com base no padrão do ISSB, posteriormente alteradas pela Resolução CVM nº 244, de 2026.
Por isso, cada organização deve avaliar os requisitos regulatórios aplicáveis à sua realidade, considerando seu enquadramento, setor de atuação e demais regulamentações pertinentes.
Importante: a aplicação obrigatória ou voluntária deve ser analisada conforme o universo regulatório de cada organização.
POR QUE ESCOLHER O BUREAU VERITAS?
A implementação de IFRS S1 e IFRS S2 exige a integração entre sustentabilidade, riscos, estratégia e informações econômico-financeiras.
O Bureau Veritas conta com uma equipe multidisciplinar para apoiar essa jornada, conectando experiência em sustentabilidade corporativa, riscos climáticos, descarbonização, inventários de GEE, estratégias ESG e reporte financeiro relacionado à sustentabilidade.
Nossa abordagem transforma requisitos técnicos em um processo estruturado e aplicável à realidade de cada organização, fortalecendo a consistência e a rastreabilidade das informações reportadas.
Sustentabilidade e finanças precisam falar a mesma língua. Entenda o nível de prontidão da sua organização para IFRS S1 e IFRS S2 e construa as conexões necessárias para avançar.