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Profissional apresentando resultados em uma reunião

A Responsabilidade Sociocorporativa como Pilar da Estratégia Empresarial

20 de Agosto de 2025
Em uma era em que reputação e transparência geram impacto direto nos negócios, as empresas que comunicam com responsabilidade ganham espaço e confiança no mercado.

Quando uma empresa decide relatar suas ações, impactos e compromissos, ela não apenas compartilha resultados, mas vai além, construindo uma relação de transparência e confiança com seus stakeholders. Foi a partir dessa premissa que o Bureau Veritas estruturou a segunda edição do Café com o BV, evento mensal que promove discussões sobre assuntos em sustentabilidade, auditorias e certificações. Nosso encontro, “Responsabilidade Sociocorporativa e a Importância dos Relatos”, promoveu mais do que uma conversa sobre relatórios de sustentabilidade, destacando o papel estratégico da comunicação transparente e da construção de confiança sobre as práticas ESG.

“O relatório é um espelho da organização, e também uma ferramenta poderosa para orientar decisões internas e reforçar a governança corporativa”, enfatiza Daniela, Consultora Sênior de Sustentabilidade. Ao contrário do que muitos imaginam, um bom relatório vai além da prestação de contas: ele expressa o grau de maturidade de uma empresa em relação aos seus pilares ESG.

Relato como ferramenta estratégica e de governança

Para Amanda Neme, Gerente Comercial de Sustentabilidade do Bureau Veritas, o desafio de comunicar com transparência ainda é grande e muitas empresas não percebem o risco reputacional que correm. “Há dados do movimento Economia B que apontam que 85% das alegações ambientais feitas por empresas são percebidas como greenwashing. E nem sempre isso acontece por má fé: muitas vezes, a comunicação falha por falta de clareza, evidência ou conexão real com a prática”, alerta. Esses casos, em sua maioria, possuem problemas como ausência de evidências, linguagem genérica e na falta de alinhamento com o que realmente importa para a companhia e seus stakeholders.

Para promover maior alinhamento e transparência, é necessário o uso de processos como o estudo de materialidade: uma escuta ativa e estruturada que permite entender quais são os temas relevantes para a empresa e seu ecossistema. A expert Anna Guedes explica que a materialidade oferece uma visão 360º sobre riscos, impactos e expectativas externas: “Não adianta querer falar de tudo. É preciso saber o que realmente importa para quem se relaciona com a organização”, afirma a Auditora de Sustentabilidade.

A construção de um relato robusto exige alinhamento interno, engajamento entre áreas, consistência de dados e visão estratégica. O relatório não é um produto exclusivo da área de sustentabilidade, ele é transversal e poderá envolver outros departamentos como: RH, jurídico, operação, marketing, financeiro, entre outros. Por isso, é importante que o processo de coleta e consolidação das informações faça parte da rotina de gestão, e não de um esforço isolado a cada ciclo de publicação.

Tecnologias como dashboards, plataformas integradas e sistemas de monitoramento contínuo devem ser aliadas nesse movimento. Mas o que realmente determina a qualidade de um relato é sua integridade. “Transparência é a base da confiança. E isso se conquista com evidências, clareza, responsabilidade e ética”, reforça Guedes.

Para garantir a transparência e veracidade do relato, a asseguração por terceira parte é fundamental. Mesmo que não seja obrigatória, a asseguração, tem sido cada vez mais valorizada visto que o processo, baseado em normas como a ISAE 3000, avalia a coerência das informações, entrevista responsáveis, verifica evidências e propõe ajustes. Para investidores, clientes e reguladores, esse passo agrega valor, confiabilidade e crédito à comunicação empresarial.

Além disso, o relato também exerce impacto interno. Ajuda na retenção de talentos, no engajamento de colaboradores e no reforço da cultura organizacional. “Pessoas são parte central da sustentabilidade de qualquer instituição. O relatório, quando bem construído, vira um reflexo da identidade da empresa e inspira o trabalho quem está dentro”, conclui Santarém.

Do compromisso à coerência: como comunicar com propósito

Para além da estrutura, o relato deve refletir o que a empresa é, e o que ela pretende ser; e isso inclui reconhecer os próprios desafios. Em vez de ignorar impactos negativos, empresas maduras assumem e compartilham planos de ação com honestidade. “Trazer as dificuldades à tona não diminui a empresa. Pelo contrário, mostra que ela está ciente de suas lacunas e trabalha para superá-las”, afirma Anna Guedes.

Outro ponto central debatido foi a integração com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Mais do que exibir selos, as empresas devem alinhar suas metas com as ODS de forma estratégica.

Esse olhar para dentro e para fora torna o relato uma ponte entre valores, ações e resultados. Para empresas que são cobradas por coerência e impacto, relatar se transforma em um diferencial competitivo e ético.

Em resumo: relatar é assumir os pontos fortes e fracos da organização, onde se está na jornada sustentável e quais são os objetivos de crescimento e desenvolvimento nos pilares ESG. Com isso, é possível demonstrar que sustentabilidade e responsabilidade socio coorporativa não são promessas, mas sim são práticas aplicáveis.

O Café com o BV está disponível na íntegra no canal oficial do Bureau Veritas no YouTube. Para quem deseja se aprofundar no tema, ouvir as especialistas e entender, na prática, como transformar relatos em estratégia, o conteúdo é uma aula sobre responsabilidade sociocorporativa e construção de confiança.


 

Como o Bureau Veritas pode apoiar sua organização?

Nossa visão é ser o parceiro preferido dos nossos clientes para apoiar em sua jornada de sustentabilidade. Por isso, possuímos serviços de assessoria estratégica em diversos eixos da sustentabilidade para empresas que precisam de apoio nos processos quem culminam em relatórios de sustentabilidade consistentes e coerentes. Para empresas que já publicam seus relatos, possuímos serviços de verificação de terceira parte.